NÃO ADIANTA APENAS APARECER NA MÍDIA COM ARGUMENTAÇÕES SUBJETIVOS. A OAB/PI PRECISA PARTICIPAR EFETIVAMENTE DAS AÇÕES JUDICIAIS CONTRA A CORRUPÇÃO E DE INVESTIGAÇÕES DE CRIMES COMO O DE FERNANDA LAGES E ANA CAROLINA


Em agosto deste ano o presidente da OAB/PI, Sigifroi Moreno,  apareceu nos meios de comunicação anunciando uma campanha de combate à corrupção. As marchas contra a corrupção pontuaram o feriado nacional em diversas cidades brasileiras, mas em Teresina não se ouviu um gritinho contra a corrupção no dia 12 de outubro.
A OAB/PI também está muito omissa e pouco se pronuncia sobre os dois mais recentes crimes que chocou  a opinião pública: 1) o assassinato de Fernanda Lages, onde há o indicativo de ter sido praticado por indivíduos “da classe rica do Piauí” e 2) de Ana Carolina que morreu eletrocutada quando estava caminhando na calçada da Avenida Kennedy, no bairro São Cristovão, na zona Leste de Teresina, provocada pela irresponsabilidade da Cepisa (Eletrobras),  que tem a obrigação de fiscalizar, conservar e reparar a rede de fornecimento de energia elétrica da Capital.
Fica parecendo que os representantes da OAB/PI não aprenderam a lição com o presidente nacional da entidade, Ophir Cavalcante Jr, que  faz críticas severas às instituições democráticas que não funcionam de acordo com a ordem constitucional. Ophir já pediu a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (pedido que acabou sendo concretizado por intermédio do Superior Tribunal de Justiça), solicitou junto ao Ministério Público o impeachment do vice-governador do DF, Paulo Octávio, interveio junto ao então ministro da Justiça, Tarso Genro, para que a Polícia Federal passasse a participar das investigações sobre o desaparecimento de seis jovens da cidade de Luziânia, no Goiás, e ainda fez contundentes críticas ao Poder Judiciário nacional por sua lentidão.
O presidente da OAB do Piauí, Sigifroi Moreno,  não pode esquecer que o custo da corrupção no Piauí  é altíssimo. O maior exemplo é o número de prefeitos piauienses cassados por prática de improbidade administrativa e a fortuna de muitos petistas que ficaram milionários no governo do atual senador Welligton Dias (PT)
A igreja católica piauiense anda também muito calada nessas lutas. Deve também seguir o exemplo do  cardeal Raymundo Damasceno, presidente da CNBB que declarou: "Não podemos concordar com nenhuma forma de corrupção. A Igreja pede que as denúncias sejam investigadas."
Não adianta apenas aparecer na mídia com argumentações subjetivos. A OAB/PI precisa participar efetivamente das ações judiciais contra a corrupção e de investigações de crimes como o de Fernanda Lages e Ana Carolina, que não podem ficar impunes.
Incrível é que estou sendo condenado pelo Tribunal de Ética da OAB/PI por ter denunciado um desembargador do Piauí por prática de corrupção. Isto é incrível! ISTO É PIAUÍ – Antônio de Deus Neto, advogado e jornalista

EM TEMPO: Quem fiscaliza a arrecadação e os gatos da OAB/PI?