OS ESTADOS QUE APRESENTAM MAIOR DESMATAMENTO SÃO BAHIA, CEARÁ E PIAUÍ

 O ritmo de derrubada da caatinga no Brasil apresentou uma leve queda entre 2008-2009, mas ainda é considerado bastante expressivo pelo Ministério do Meio Ambiente. Dados divulgados, ontem, mostram a destruição de 1.921 quilômetros quadrados de floresta, o que representa 0,23% de todo o bioma. O primeiro período analisado pelo governo, entre 2002 e 2008, acusava uma média anual de derrubada equivalente a 0,28% da vegetação. Ao longo dos anos, a atividade levou à destruição de 45% de todo o bioma, que originalmente apresentava uma área de 826 411 quilômetros quadrados.

“A situação é um pouco melhor do que a apresentada no Cerrado ou na Amazônia. Mesmo assim, os números são preocupantes”, admitiu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “É importante mantermos ações de sustentabilidade e de recuperação desse bioma que é único no mundo e estratégico para vários Estados do País.” Os Estados que apresentaram maior desmatamento foram Bahia, Ceará e Piauí.
O coordenador do grupo bioma Caatinga da Secretaria de Biodiversidade e Floresta, João Arthur Seyffarth, contou que ao contrário do que ocorre em outros sistemas, a derrubada da caatinga ocorre de forma pulverizada, o que dificulta fiscalização e exige a adoção de um pacote de medidas preventivas mais variado. A maior pressão contra o bioma é exercida pelo uso da madeira como matriz energética. A estimativa é que 33% seja usada em siderúrgicas. “Daí, a importância de promover o manejo, auxiliar também comunidades no uso de fogões domésticos que exijam menos lenha”, afirmou.
O ministério trabalha há quase um ano na edição de um Plano de Controle de Desmatamento da Caatinga. A expectativa é que nos próximos dias uma portaria seja publicada estabelecendo o prazo de 120 dias para conclusão do documento. Entre medidas previstas, está o ordenamento fundiário, a criação de unidades de conservação e da previsão de recursos para serem investidos em programas de atividade sustentável.