A IMPORTÂNCIA DO O PLANEJAMENTO PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Para qualquer governo o sucesso depende do planejamento de seu futuro, atentando às constantes mudanças de cenários externos e internos. Somente com a implantação de uma gestão focada nas seguintes etapas do planejamento administrativo é que se pode garantir o dia de amanhã melhor. Cada etapa enunciada abaixo descreve o planejamento de maneira genérica e os gestores podem ampliar o leque de opções:

- Negócio: Saber quem são os clientes, qual o seu perfil, o que eles esperam dos serviços prestados.

- Missão: É a motivação da existência do órgão público, é o deve fazer o que, para quem, para que, como, onde e a qual a responsabilidade social da organização. Seus questionamentos devem ser periódicos e se preciso devem mudar.

- Visão: É onde o órgão público pretende chegar, são os seus sonhos. É o estado e a forma que se deseja chegar ao futuro. A visão tem a intenção de proporcionar o direcionamento dos rumos do órgão público.

- Princípios: Estes são imutáveis, são os valores que norteiam o dia a dia a Administração Pública, relacionados a clientes, parcerias, qualidade, sigilo, ética, publicidade, transparência, imagem, ou seja, o que predispõe a Constituição Federal.

- Análise do ambiente: É a identificação e análise de tendências, através de evidências, que impactam na formulação de estratégias ou no cumprimento de sua missão, resultando no elenco de oportunidades e ameaças.

- Oportunidades e ameaças: São situações externas que colocam o órgão público diante de possibilidades ou dificuldades para a obtenção de seus objetivos, melhorando ou piorando sua rentabilidade.

- Pontos fortes e pontos fracos: São características internas de um ativo que coloca o órgão públioco em vantagem/desvantagem em relação as facilidades/dificuldades para atingir seus objetivos.

- Objetivos ou metas: Objetivos são os resultados esperados. Consistem em alvos perseguidos pela canalização de esforços e recursos, são padrões de desempenho presente e futuro que possam ser medidos e que o órgão público deseja alcançar. Quando esses padrões são quantitativos, chamam-se metas.

- Postura estratégica: É a escolha consciente de uma das alternativas de caminho e ação para cumprir a visão do governo do estado, considerando a capacitação, a situação do órgão após a análise dos ambientes e de seus objetivos.

- Estratégia de sobrevivência: Deve ser usada quando não existe alternativa, quando o ambiente e a instituição estão em situação negativa, utilizando por um tempo curto, visando objetivos mais tangíveis no futuro. Sua postura deve ser de redução de custos, de desistência de processos ou serviços que não são lucrativos.

- Estratégia de manutenção: Deve ser usada para manter a condição conquistada, maximizando os pontos fortes, com atitude defensiva diante das ameaças e investimento moderado. Sua postura deve ser de manutenção do equilíbrio do mercado, dominando o segmento de atuação, especializando-se nos serviços já oferecidos.

- Estratégia de crescimento: Deve ser usada quando, embora o órgão público possua pontos fracos, o ambiente apresenta situações favoráveis. Sua postura deve ser de lançamento de novos projetos, parceria com outros órgãos, planejamento do processo de expansão.

- Estratégia de desenvolvimento: Deve ser usada quando a situação interna e externa é favorável para buscar novos mercados e serviços. Sua postura deve ser de atuação em novas regiões, diversificação de serviços, desenvolvimento financeiro, novas tecnologias, fusão com outros orgãos.

- Plano de ação: É o que a organização decide fazer a curto, médio e longo prazo, considerando o ambiente, para atingir as metas, respeitando os princípios, visando cumprir a missão do negócio.

- Implantar o planejamento estratégico é um grande desafio e demanda esforços. É uma tarefa difícil, mas não impossível. Exige envolvimento de todos e o aprendizado de novos valores, além da persistência.

Somente com planejamento haverá melhorais significativas no desempenho do órgão, especificamente nas questões essenciais encontrando soluções para as pressões e demandas do ambiente, além de fortalecer o trabalho em equipe, aumentando a capacidade organizacional e mobilizando os esforços para o alcance dos objetivos.

Maquiavel já havia dito: “Quem não prepara as bases antes, poderá fazer depois este trabalho, se tiver grande capacidade, ainda que com aborrecimento para o arquiteto, e perigo para o edifício”, ou seja, é preciso tomar decisões antecipadamente, analisá-las escolher alternativas, definir os objetivos e as ações, definir os resultados e operacionalizar as estratégias.