O RIO PARNAÍBA (VELHO MONGE)


É preciso ação governamental eficiente para a defesa e revitalização do rio Parnaíba e a sociedade precisa se envolver mais em campanhas para recuperação da Bacia do Parnaíba. É de fundamental importância a conscientização da sociedade, a mobilização da classe política e o envolvimento dos órgãos do terceiro setor nessa ação conjunta...

O rio Parnaíba enfrenta problemas sérios de poluíção, assoreamento e desmatamento das matas ciliares. A sua perenidade encontra-se ameaçada. O rio sofre intenso processo de assoreamento, sempre crescente, em decorrência do desmatamento acentuado que ocorre no Estado, principalmente nas nascentes e nas margens dos rios.

Como está o Comitê da Bacia Hidrográfica do Parnaíba? Como está o Plano Diretor que objetiva revitalizar o rio e promover seu desenvolvimento sustentável? Como estão as ações realizadas no Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, criado através de Decreto Federal de 16 de Julho de 2002? Está sendo assegurado a preservação de recursos naturais e da diversidade biológica da região? Como estão as pesquisas científicas e as atividades de educação, recreação turismo ecológico, etc, previstas pelo Parque das Nascentes do Rio Parnaíba? Quantos milhões de recursos federais já foram recebidos e gastos,nos últimos oito anos, com essa finalidade?O Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União estão acompanhando a opereacionalização desses recursos?
ISTO É PIAUÍ – Antônio de Deus, advogado e jornalista


O VELHO MONGE
Com informações do Wikipédia
Enquanto os estados do Nordeste contam com apenas um rio perene, o rio São Francisco, com aproximadamente 1.800 quilômetros dentro de seus territórios, o Piauí conta com o rio Parnaíba e alguns de seus afluentes, entre eles o Uruçuí Preto e o Gurguéia que, somando-se seus cursos permanentes, ultrapassam 2.600 km de extensão. O Estado conta ainda com lagoas de notável expressão, tais como a de Parnaguá, Buriti e Cajueiro, aproveitadas em projetos de irrigação e abastecimento de água na região.

O Rio Parnaíba, conhecido como "Velho Monge", banha os estados do Piauí e do Maranhão.Nicolau Resende descobriu o Rio Parnaíba por volta de 1640, quando sofreu um naufrágio nas proximidades de sua foz.



O rio nasce nos contrafortes da Chapada das Mangabeiras, numa altitude da ordem de 700 metros, da confluência principalmente de três cursos d'água: o Água Quente na divisa do Piauí com o Maranhão, o Curriola e o Lontra no Piauí. Percorrendo cerca de 1.450 km até sua desembocadura no Oceano Atlântico, ao longo de todo o seu curso serve de divisa entre os Estados do Piauí e do Maranhão. Compreende três cursos: o Alto Parnaíba, o Médio Parnaíba e o Baixo Parnaíba. Na altura da cidade piauiense de Guadalupe, no Médio Parnaíba, forma a barragem de Boa Esperança, que impulsiona a Usina de mesmo nome, geradora de energia integrante do sistema CHESF.



Tem declividade acentuada, de suas nascente até o município de Santa Filomena, sofrendo a partir daí uma redução gradativa, chegando, nos últimos quilômetros do seu percurso, a uma declividade de menos de 25cm/km. No leito do Parnaíba corre, a cada ano, 20 bilhões de metros cúbicos de água, enquanto a precipitação pluviométrica média, ao longo das regiões que o rio percorre, está em torno de 1.500 mm/ano.



O Vale do Parnaíba possui mais de três mil quilômetros de rios perenes, centenas de lagoas, e ainda, a metade da água de subsolo do Nordeste, avaliadas em dez bilhões de metros cúbicos ao ano. Os afluentes mais importantes que estão no estado do Piauí são Gurgueia, Uruçuí-Preto, Canindé, Poti e Longá.